Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Jorge Antão é o novo Presidente da FPX

No passado dia 28 de Fevereiro, na Moita, ocorreu a Assembleia Geral da FPX, para a eleição dos órgãos sociais da mesma. Devido à inexistência de listas para todos os órgãos para que foram convocadas eleições, apenas foram feitas as eleições para a Direcção e para o Conselho Nacional de Arbitragem.
Nas eleições para a Direcção havia duas listas candidatas, uma que eu já tinha publicado aqui no blogue, de Nuno Andrade, e outra presidida por Jorge Antão, que surgiu no último dia do prazo para candidaturas. Esta candidatura de Jorge Antão contou com os seguintes membros para a Direcção da FPX: António Bravo, Maria Teresa Gomes, José Grade, Fernando Gouveia, Bruno Figueiredo e Dominic Cross.
A votação acabou por ser expressiva, favoravelmente à lista de Jorge Antão, que apresentou os seus membros e as suas ideias na Assembleia Geral (contrariamente à lista de Nuno Andrade). Esta lista apresenta alguns membros com bastante experiência ao nível da dirigência associativa no xadrez, e portanto acabou por ser a alternativa mais favorável dentro das possibilidades de manutenção da governabilidade da FPX. Dos 20 delegados presentes, 17 votaram favoravelmente a Jorge Antão, com 2 votos brancos e 1 voto nulo.
Relativamente ao Conselho Nacional de Arbitragem, apresentou-se a eleições apenas uma lista, encabeçada por Vitorino Ferreira, e composta por Ana Ferreira e Paulo Pedroso. A lista venceu com 17 votos a favor contra 3 brancos.

De seguida, foi aberta nova sessão de Assembleia Geral, sem ser eleitoral, para discussão de alguns assuntos pendentes e/ou pertinentes. A votação da acta da última Assembleia, de Dezembro, foi adiada por necessitar de alguns ajustes que seriam melhor realizados a posteriori. Foram ainda realizadas algumas rectificações adicionais aos Estatutos, nomeadamente devido a novas orientações por parte do Ministério Público para correcção dos mesmos. Alguns artigos foram alterados sem grande discussão, nomeadamente o nº 3 do art. 14º (relativo aos delegados abstencionistas) e os nº1 e 6 do art. 13º (independência das Associações territoriais).
O nº 1 do art. 18º foi também sugerido ser modificado por parte do magistrado do Ministério Público, no sentido de modificar a designação de "técnicos" para "treinadores", na definição do colégio eleitoral para estes três representantes. No entanto, houve discussão na Assembleia sobre este assunto, pois no xadrez os técnicos englobam não apenas os treinadores como também os monitores, sendo portanto necessário dar uma denominação diferente. Para resolver este assunto, escolheu-se alterar o art. 3º para dar uma definição de "técnicos" como monitores e treinadores assim homologados pela FPX.
De seguida foi feita uma discussão sobre regulamentos, sem qualquer carácter vinculativo, apenas para conhecer as opiniões dos diferentes delegados. O delegado Sérgio Rocha apresentou algumas propostas e colocou em questão alguns regulamentos existentes, nomeadamente a obrigatoriedade de formação nos clubes que participam nos Campeonatos Nacionais Colectivos, e o desempate por Buchholz para apuramento de títulos nacionais de jovens. As propostas do Sérgio incidiram nas taxas de filiação, para que a FPX tenha uma fonte de rendimentos mais alargada para que possa "ser levada a sério", sendo que os valores propostos foram os valores anuais de 12€ para sub-8 a sub-12, 25€ para restantes praticantes, e 100€ para os clubes; nos campeonatos nacionais colectivos, no sentido de sancionar as faltas de comparência em diferentes tabuleiros de forma diferente, e na impossibilidade de inverter a ordem de força dos jogadores na constituição da equipa (de forma a evitar "estratégias" de alinhamento de jogadores nas equipas); nos Campeonatos Nacionais de Jovens, defendendo um modelo preliminar+ final, que no entanto não é viável a curto prazo devido aos custos.
Aproveitei este momento de discussão para dar a conhecer algumas das minhas preocupações relativas aos regulamentos das Selecções Nacionais, nomeadamente a indisponibilidade de consulta no site da FPX e os critérios de selecção, que não estão actualizados (por exemplo, define um mínimo de 30 partidas nas últimas 6 listas, quando as listas eram publicadas trimestralmente, e agora a frequência das listas é bi-mensal). Penso que esta é uma questão importante devido à proximidade da Olimpíada em Setembro.

Neste momento aguarda-se uma convocação de nova Assembleia Geral para Abril, para eleição dos restantes órgãos sociais da FPX, para que a nova Direcção possa tomar posse, e possamos, se tudo correr bem, regressar a uma situação de normalidade!

0 jogadas:

Enviar um comentário